O Sudão do Sul está localizado no nordeste da África e faz divisa com o Sudão (ao norte), com a República Centro Africana (ao oeste), com a Etiópia (ao leste), com Uganda (ao sul), com o Congo (ao sudoeste) e com o Quênia (ao sudeste). Tem uma população de cerca de 12,3 milhões de habitantes e uma área de 644,329km².
Após diversas tentativas desde 1885, o país foi dominado pela Inglaterra em 1898. Foi feito um acordo com o Egito e foi instaurado um governo anglo-egípcio que perdurou até 1956. Primeiramente foi firmado um tratado assegurando um período de transição, iniciado em 1953 quando houveram as primeiras eleições para o parlamento sudanês. Em 1954 finalmente os primeiros sudaneses assumiram o poder e iniciaram um projeto de sudanização.
primeira guerra civil
A guerra teve início em 1955 e terminou em 1972. O Sudão era dividido entre sul e norte e tratado de formas diferentes pelos ingleses, porém, sem consulta aos sulistas, a Inglaterra uniu esses dois territórios com a intenção de explorar as terras férteis e propícias a plantio da região sul, que possui uma larga extensão do rio Nilo.
O principal motivo da guerra foi a união desses dois povos, principalmente por conta do desejo do sul de possuir autonomia política, que foi perdida após a união de suas terras com o noite. Além disso, o norte buscava islamizar o sul, que resistia formente. O sul se sentia neglicenciado pois enxergava no norte uma extensão da colonização, mesmo que a região não possuísse uma frente militar.
Ao fim da guerra, o sul conseguiu sua tão desejada autonomia, adotou o inglês como sua língua oficial e um presidente regional sob ordens do presidente nacional.
O principal motivo da guerra foi a união desses dois povos, principalmente por conta do desejo do sul de possuir autonomia política, que foi perdida após a união de suas terras com o noite. Além disso, o norte buscava islamizar o sul, que resistia formente. O sul se sentia neglicenciado pois enxergava no norte uma extensão da colonização, mesmo que a região não possuísse uma frente militar.
Ao fim da guerra, o sul conseguiu sua tão desejada autonomia, adotou o inglês como sua língua oficial e um presidente regional sob ordens do presidente nacional.
consequências dessa guerra
- 500 mil mortos;
- 17 anos de guerra;
- 3,5 milhões de refugiados e deslocados internos.
segunda guerra civil
A segunda guerra civil teve início em 1983, quando o então presidente do Sudão, Jaafar Nimeri, quebrou o tratado de paz e anunciou que imporia leis muçulmanas ao sul. Ele dissolveu toda a autonomia do sul e redesenhou as divisões de toda a região, tendo a intenção de incorporar Abyei, região em que foram descobertas reservas de petróleo em 1981. Toda a estrutura para a retirada do petróleo já existia no norte, enquanto no sul havia as reservas de petróleo. A guerra perdurou até 2005.
Devido a isolamento internacional, o Sudão promulgou uma nova constituição em 2000 e iniciou conversas com grupos rebeldes, chegando em um acordo em 2005, onde previa um período de transição de 6 anos. Após esses anos o sul decidiria por meio de um referendo sua independência.
consequências dessa guerra
- 1,9 milhões de mortos;
- 22 anos de guerra;
- 4 milhões de refugiados e deslocados internos.
conflitos no sudão do sul
A guerra civil se iniciou em 2013, quando o presidente Salva Kiir da etnia dinka, predominante no país, acusou o vice Riek Machar da etnia nuer de um golpe de estado e o exilou do país. Manchar articulou uma revolta e iniciou uma guerra civil e, após anos de disputa, Kiir, em 2016, convidou Machar para voltar ao cargo de vice-presidente, todavia ainda não havia paz no país e, após uma nova onda de violência, Machar se exilou no Congo, e Kiir pediu seu retorno para um cessar-fogo.
Sem sucesso na sua volta, Manchar foi substituído por um novo vice-presidente. Logo comunicou que seus aliados iriam se reorganizar para realizar uma resistência popular armana contra o governo.
Sem sucesso na sua volta, Manchar foi substituído por um novo vice-presidente. Logo comunicou que seus aliados iriam se reorganizar para realizar uma resistência popular armana contra o governo.
Machar impôs uma condição para sua volta: Kiir teria que reiterá-lo de seu cargo e teria que parar com a matança étnica. Entretanto, Kiir queria sua volta sem nenhum cargo político e afirmava matar somente forças rebeldes.
Após essa denuncia a Organização das Nações Unidas (ONU) se atentou para as mortes étnicas e apurou que Kiir estava fazendo uma “limpa” étnica e que a matança estaria beirando o genocídio.
Após essa denuncia a Organização das Nações Unidas (ONU) se atentou para as mortes étnicas e apurou que Kiir estava fazendo uma “limpa” étnica e que a matança estaria beirando o genocídio.
consequências do conflito
- 45% da população sem acesso a água potável;
- 50% do PIB investido em armas;
- 2,4 milhões de refugiados, sendo 63% menores de 18 anos;
- 72% das crianças em idade escolar não frequentam a escola;
- Apenas 1 em 5 partos são acompanhados por profissionais qualificados;
- 789 mães morrem a cada 100.000.000 nascimentos;
- Mais de 80% da população vive abaixo da linha da pobreza;
- 6,17 milhões ou 54% da população enfrenta situação grave de fome;
- Maior crise de alimentos do mundo;
- Uma refeição custa duas vezes o salário médio;
- 19 mil crianças recrutadas;
- 85% da população é analfabeta;
- 1,86 milhões de deslocados internos.
problemas com auxílio
O Sudão do Sul em 2018 se tornou pela terceira vez o país mais perigoso para assistência humanitária, um voluntário da ONU afirmou que para conseguir levar alimentos para uma tribo foi necessária a autorização de 13 facções diferentes. Além disso há uma perda significativa dos alimentos pela péssima infraestrutura.
problemas com as crianças
Muitas crianças sul sudanesas se vêm obrigadas a se recrutarem a grupos milicianos, pois para eles é melhor se submeter a essa situação do que passar fome.